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Bengala Verde

O Movimento Bengala Verde teve início em 1997 na Argentina e, desde então, tem-se disseminado pela maioria dos países da América Latina para identificar pessoas com baixa visão.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, é considerada baixa visão uma acuidade visual menor ou igual a 30% e/ou um campo visual igual ou inferior a 10 graus; na prática trata-se de pessoas que, apesar de sofrerem um sério decréscimo na sua visão, possuem um resíduo visual funcional que, não melhora com óculos.

Em 1970, a Federação Internacional dos Cegos declara a bengala branca como o símbolo da independência dos cegos.

Com os anos, este símbolo acabou por se generalizar para toda a deficiência visual, incluindo a baixa visão. Este facto levou a que muitas pessoas com baixa visão usassem a bengala branca como forma de, também elas, se tornarem mais autónomas. Esta prática levou a situações constrangedoras como utilizarem o seu resíduo visual para verem o telemóvel ou lerem uma ementa num restaurante, usando uma bengala branca para se deslocarem.

É por isso fundamental distinguir pessoas com baixa visão de pessoas cegas, uma vez que os comportamentos e as necessidades são diferentes.

Foi neste sentido que surgiu a necessidade de se criar um símbolo específico que identificasse as pessoas com baixa visão, neste caso a Bengala Verde. A cor verde, além de simbolizar o verde da esperança na cura, representa o “ver de outra forma”.

A ARP - Retina Portugal, trouxe em 2017 este Movimento para Portugal, sendo o primeiro país europeu a adotar este símbolo. Queremos fazer deste, um símbolo mundial de sinalização e emancipação das pessoas com baixa visão, contribuindo para uma cidadania plena desta população e para uma sociedade cada vez mais inclusiva.

Informação cedida pela Retina Portugal.



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